quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

O que muda com a proposta laboral do Governo?

A proposta de reforma laboral apresentada pelo Governo de Luís Montenegro voltou a colocar no centro do debate alguns dos temas mais sensíveis do mercado de trabalho português: horários, despedimentos e precariedade contratual.

Estas mudanças levantam a questão: mais flexibilidade significa menos precariedade — ou apenas mais risco para os trabalhadores?


O regresso do banco de horas individual

Uma das alterações mais discutidas é o regresso do banco de horas individual, agora limitado a 150 horas por ano e dependente de acordo entre trabalhador e empregador.

Pedro Martins sublinha que esta medida responde a um problema estrutural das empresas portuguesas: a dificuldade em adaptar horários à volatilidade da procura.

A crítica habitual prende-se com o impacto no bem-estar dos trabalhadores. No entanto, o economista lembra que o trabalho suplementar não remunerado continua a ser uma prática frequente. Nesse contexto, um mecanismo formal e negociado pode ser, paradoxalmente, mais protetor.

O ponto-chave está no carácter individual e voluntário do acordo.


Simplificação dos despedimentos e contratos sem termo

Outra mudança diz respeito à simplificação dos despedimentos por justa causa, sobretudo para micro, pequenas e médias empresas. A proposta elimina algumas exigências probatórias na fase interna do processo disciplinar, mantendo intacto o direito de contestação em tribunal.

Segundo Pedro Martins, o sistema atual é redundante e ineficiente:

“Há uma fase interna muito exigente e depois um novo processo em tribunal, onde todas as provas voltam a ser exigidas. A proposta procura simplificar, sem retirar direitos ao trabalhador.”

Este ponto liga-se a um problema maior: a excessiva utilização de contratos a prazo. Portugal é um dos países da União Europeia com maior percentagem de trabalhadores com contratos temporários.

Na perspetiva do economista, esta realidade resulta de um paradoxo:
👉 proteger demasiado o contrato sem termo acaba por afastar as empresas dele.

O despedimento é juridicamente complexo, arriscado e caro, o que leva muitas empresas a optarem por vínculos temporários — com impactos negativos na produtividade, na estabilidade laboral, na natalidade e na equidade entre gerações.


Flexigurança: mais flexibilidade, menos precariedade?

Portugal é um dos países da OCDE onde o despedimento individual é mais restritivo. Nos modelos nórdicos, essa rigidez é substituída por:

  • maior facilidade de ajustamento pelas empresas

  • forte proteção do rendimento

  • políticas ativas de emprego e requalificação

A ideia central é que um mercado mais dinâmico pode gerar mais contratos sem termo, mais investimento em formação e melhores salários — desde que exista uma rede de proteção eficaz para quem transita entre empregos.


Outsourcing após despedimentos coletivos

O anteprojeto prevê ainda a revogação da proibição de outsourcing após despedimentos coletivos, introduzida no Governo anterior.

Para Pedro Martins, esta limitação retirava margem de decisão às empresas num contexto económico em rápida mudança.

“Uma empresa pode despedir por razões tecnológicas ou de quebra de procura e, mais tarde, encontrar novas oportunidades.”

O economista reconhece que o outsourcing excessivo pode prejudicar a produtividade, mas defende que esse risco deve ser assumido pelas próprias empresas — e não antecipado por via regulatória.


Contratos a prazo mais longos

Por fim, o Governo propõe o alargamento da duração máxima dos contratos a termo, regressando aos limites de três ou cinco anos, anteriores à Agenda do Trabalho Digno.

Segundo Pedro Martins, trata-se de repor um consenso que vigorou durante décadas. Isoladamente, a medida é discutível; combinada com regras mais equilibradas para os contratos sem termo, pode contribuir para maior estabilidade.


Uma reforma controversa, mas estrutural

As propostas do Governo já originaram contestação social e uma greve geral. O seu futuro político é incerto.

Fonte: https://pmemagazine.sapo.pt/banco-de-horas-despedimentos-e-contratos-a-prazo-o-que-muda-com-a-proposta-laboral-do-governo/

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

(Not) Menu da Semana

Não há receitas, pois passei o natal de cama!!!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O erro silencioso que pode custar caro

O número de pessoas com mais de 70 anos ainda a trabalhar em Portugal duplicou na última década?!!!

E é aqui que entra um erro silencioso, comum e perigoso: tratar a reforma como um problema distante. O problema é que a reforma não é uma decisão que se toma aos 60. É uma consequência acumulada de decisões (ou da ausência delas) tomadas muito antes.

Adiar não é neutro.
Adiar é uma escolha — normalmente a pior.

Trabalhar porque se quer vs. trabalhar porque se precisa

Planear financeiramente não é sobre enriquecer rápido, nem sobre viver de rendimentos amanhã.
É sobre ter escolha.

Escolha para:

  • abrandar

  • mudar de ritmo

  • dizer “não”

  • ou simplesmente viver com menos ansiedade financeira

Quando essa escolha não existe, o futuro torna-se rígido. E caro.

Talvez a pergunta certa seja outra

Em vez de:

“Qual é a melhor decisão?”

Talvez devêssemos perguntar:

“Que opções quero ter daqui a 10, 20 ou 30 anos?”

Porque o tempo é um aliado poderoso de quem planeia.
E um inimigo silencioso de quem adia.

Fonte: ChatGPT Image Dec 17, 2025, 08_56_41 AM

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Vale sempre a pena fazer um PPR por causa do IRS? Spoiler: não

O episódio do Pé de Meia “Vantagens Fiscais dos PPR Limitadas?” (A Cor do Dinheiro). levantou a seguinte dúvida: se eu fizer um PPR para “ir buscar IRS”, isso funciona sempre? A resposta curta é: não necessariamente — e não é (só) por causa das comissões ou da rentabilidade do produto. É sobretudo por causa de regras fiscais.

No artigo 78.º do CIRS (Deduções à coleta), existe uma regra que diz que a soma de várias deduções (saúde, educação, imóveis, lares, benefícios fiscais, etc.) não pode ultrapassar certos limites, que dependem do rendimento coletável. (Portal das Finanças)

Ou seja, se já “gastaste” o limite com outras deduções, o PPR pode não aumentar (ou aumentar muito pouco) o benefício final no IRS.

Mesmo que não atinjas o limite global, não dá para deduzir mais do que o imposto (coleta) que tens para pagar


Mini-checklist prático antes de reforçar o PPR:

  1. Olha para a última nota de liquidação e vê se, nos anos anteriores, já ficaste perto do tecto das deduções. (Portal das Finanças)

  2. Confirma o teu limite do PPR por idade (para saberes qual é o máximo “teórico” que podias deduzir). (occ.pt)

  3. Se a tua situação tiver variáveis (dependentes, educação, saúde, rendas, etc.), considera validar com um contabilista — porque é muito fácil estar “no limite” sem dar por isso.

Fonte: ChatGPT Image Dec 17, 2025, 08_40_36 AM

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Menu da Semana

Tivemos uns amigos a almoçar cá em casa, por isso esta semana volta a haver muitas comidinhas!
 
Categoria Nome Repetir?
Sopa Sopa de legumes Sim
Acompanhamento Puré de batata Sim
Carne Pera Rocha com Coelho em Tarteletes Crocantes Sim
Carne Arroz de Frango Sim
Carne Empadão de carne Sim
Peixe Hambúrgueres de pescada Sim
Peixe Bacalhau Espiritual Sim
Vegetariano Bolonhesa de Soja Sim
Sobremesa Mousse de oreo Sim
Sobremesa Leite creme Sim
Sobremesa Bolo de Claras Sim
Sobremesa Bolo de Aniversário de Limão Sim

📝 Nível de dificuldade: Alto
💰 Gasto no supermercado: 70,27 EUR

Menu anterior: aqui.


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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Há coisas pelas quais vale a pena esperar

Timeline Gantt

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

A melhor explicação de juros que já vi


terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Netflix + HBO

Parece que a Netflix vai avançar para a compra dos activos de estúdios e streaming da Warner Bros. Discovery (onde se inclui a HBO/HBO Max).

.

O que podemos ganhar?
  1. Mais catálogo, menos “saltos” entre apps
  2. Potenciais melhorias de produto
  3. Mais poder de negociação com talento e distribuição.

O que podemos perder?
  1. Menos concorrência → risco de preços mais altos
  2. “Bundle inflation”: pagar por coisas que não vê
  3. Exclusividade e menos diversidade no longo prazo
Fonte: ChatGPT Image Dec 15, 2025, 03_09_40 PM


segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Personalidades Públicas a Promoverem Casinos Online ?!!!

Nos últimos anos, tornou-se quase impossível não encontrar, aqui e ali, uma figura pública a promover casinos online ou plataformas de apostas. São atores, cantores, influencers, atletas… rostos familiares que, de repente, aparecem associados a um tipo de conteúdo que levanta muitas questões éticas...

As plataformas de jogo não vendem apenas entretenimento. Vendem probabilidade, perda possível (diria que certa), vício potencial. E a fronteira entre diversão e dependência não é igual para todos.

Quando um influencer promove apostas, está a incentivar um comportamento que pode causar danos reais — financeiros, emocionais e até familiares.

Promover um casino online não é o mesmo que promover um restaurante.
A questão não é moralista — é simplesmente realista.

O risco existe. Os danos existem. As estatísticas estão disponíveis. E, ainda assim, a discussão pública sobre este tema é tímida (inexistente).

Fonte: ChatGPT Image Dec 12, 2025, 10_08_38 AM


sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Menu da Semana

Tivemos uns primos a almoçar cá em casa, por isso esta semana há muitas comidinhas!
 
Categoria Nome Repetir?
Sopa Sopa do que tinha em casa Sim
Sopa Sopa de legumes Sim
Acompanhamento Puré de batata Sim
Carne Empadão de carne Sim
Peixe Cação de Coentrada Sim
Peixe Bacalhau Espiritual Sim
Vegetariano Esparguete com feijão e tomate Sim
Sobremesa Mousse de Chocolate Sim
Sobremesa Leite creme Sim
Sobremesa Bolo de Claras Sim

📝 Nível de dificuldade: Alto
💰 Gasto no supermercado: 81,45 EUR

Menu anterior: aqui.


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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Spotify year in review 2025

Mais um ano dominado por gostos musicais dos meus filhos, com a pequena excepção dos podcasts. Só não percebo aquela idade. 56?!!!
* Todo o conteúdo presente neste blog serve apenas para fins informativos e educacionais, não representa qualquer tipo de aconselhamento financeiro.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Dividendos emocionais | Novembro | Lourenço

Lourenço, 12 de novembro de 2025, 3h37, 2,550Kg, 34 cm

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Menu da Semana

Esta semana há pouquinhas receitas por diversos motivos, tínhamos imensos restos do fim de semana, um colega do Matt ficou cá a dormir e por isso foi o Matt que cozinhou, e o Matt esteve fora muitas refeições, por isso tivemos menos necessidade de comida.

 
Categoria Nome Repetir?
Sopa Sopas do que tinha em casa Sim
Vegetariano Cogumelos Salteados Sim
Vegetariano Caril de Lentilhas, Legumes e Gengibre Sim
Sobremesa Esses de limão Sim

📝 Nível de dificuldade: Alto
💰 Gasto no supermercado: 31,03 EUR

Menu anterior: aqui.

Já começa a cheirar a natal!
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Compras de ativos | Novembro

Como em agosto atingi todos os objectivos para 2025 em termos de compras, em setembro partilhei o meu portefólio de acções individuais na Revolut e, em outubro, o portefólio de Fundos de Investimento no BiG. Hoje fica um desabafo…

Perdi o acesso ao serviço de “Pagamentos de Serviços” no BiG. Aparentemente, esta alteração resulta de uma revisão dos requisitos aplicáveis ao serviço de pagamentos digitais, válida para todas as instituições financeiras em Portugal.

Na prática, muitos bancos passaram a exigir que determinados serviços digitais estejam associados a um cartão de débito. Mas o cartão tem anuidade, então vou ser obrigada a pagar para manter um serviço que antes era gratuito…

Já deixei de ter conta no Banco CTT por ter deixado de ser gratuito e agora pondero fazer o mesmo com o BiG — embora isso implique vender os meus investimentos em Fundos de Investimento.

* Todo o conteúdo presente neste blog serve apenas para fins informativos e educacionais, não representa qualquer tipo de aconselhamento financeiro.